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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sem dor nas costas com exercícios

O tempo em que ela era motivo para ficar em casa, em vez de malhar, já era. Hoje, a ginástica é mais solução do que problema para esse mal moderno – basta escolher a modalidade certa

Por Manuella Menezes  |  Fotos Chris Parente


Você passa várias horas trabalhando na frentedo computador e gasta um tempão presa no trânsito todo dia. Na academia, faz seu treino de olho no relógio e, quando chega em casa à noite, só quer se jogar no sofá de qualquer jeito para assistir à sua novela. Antes de dormir, aproveita para ler um pouco na cama e não resiste àquela acessada no seu perfil no Facebook - e, confesse, já chegou até a pegar no sono conectada -, com o corpo todo torto. Essa rotina parece a sua? Você não está sozinha - nem nos hábitos nem no risco de sofrer de dor nas costas, já que ela é resultado principalmente da nossa postura errada no dia a dia.

De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, 36% dos brasileiros se queixam do problema. Dado mais alarmante: a Organização Mundial de Saúde estima que 80% da população global teve, tem ou terá dor nas costas em algum momento da vida. "A mais comum é na região lombar, causada principalmente por sedentarismo, excesso de peso, erros na execução dos exercícios e postura errada no dia a dia, como sentada diante do computador e na posição escolhida para dormir", esclarece o fisioterapeuta esportivo David Homsi, de São Paulo.


Drama feminino
Nós, mulheres, somos vítimas em potencial. Além da anatomia que convida a desequilíbrios posturais - quadris mais largos e joelhos em xis -, há os fatores salto alto, bolsa pesada carregada em um ombro só, exagero de exercícios para o bumbum, mania de encolher a barriga a fim de parecer mais magrinha... Todos vilões da dor. "No consultório, atendo três mulheres para cada homem", confirma o ortopedista Moisés Cohen, chefe do departamento de ortopedia e traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo. Isso sem falar no momento da gravidez - quando o peso corporal aumenta e a sobrecarga na coluna também - e no stress da vida moderna, que deixam a gente com a sensação de carregar o mundo nas costas e faz o corpo sofrer de verdade.

Procura-se alívio
Quem já deu um mau jeito nas costas ou sentiu a coluna travar de repente sabe o tamanho do incômodo. No auge da dor, vale tudo: analgésico, massagem, acupuntura, fisioterapia, repouso absoluto...Todas são alternativas válidas para o alívio do desconforto desde que adotadas com orientação médica. Também é importante descobrir a origem do problema, pois há casos em que a dor nas costas é um alerta de problemas respiratórios, renais e gastrointestinais ou hérnia de disco, que se forma quando os discos intervertebrais saem da posição normal e comprimem as raízes nervosas entre as vértebras da coluna. 

Descartadas essas opções, esqueça qualquer desculpa para não malhar. Exercitar-se é unanimidade entre os especialistas como uma ferramenta para fortalecer o corpo, aumentar a elasticidade dos músculos das costas e relaxar - e, portanto, prevenir e tratar a dor. Nossos especialistas apontaram as aulas mais indicadas para isso, mas, antes, um alerta: se a dor persistir, consulte um ortopedista ou médico do esporte a fim de investigá-la e encontrar a melhor solução.

Musculação
"É essencial para fortalecer o core (que engloba os músculos do abdômen, da parte de baixo das costas e dos quadris), responsável pela sustentação da coluna", fala Antônio Caputo, educador físico especializado em reabilitação, do Rio de Janeiro. "Quando você reforça essa musculatura, equilibra a forças entre a parte da frente e a de trás do corpo, diminuindo o risco de dor nas costas." A orientação de um professor é chave para evitar erros na execução e exagero nas repetições ou na escolha das cargas - o que pode piorar a situação, em vez de melhorar. Para quem está começando, pegar leve é a regra número um. "Uma boa ideia é apostar em exercícios que usam somente o peso do corpo, em vez de partir para as máquinas", reforça Caputo.

Natação
A fama de aula completa não é à toa: ela alonga o corpo, tonifica os músculos, trabalha a respiração e desestressa - todos benefícios que se refletem em costas sem dor. O esporte leva vantagem também porque a flutuação quase anula a ação da gravidade e, com isso, a pressão na coluna. "A água aquecida relaxa, funciona como um analgésico natural e aumenta o bem-estar de quem sente dor", acrescenta a professora de educação física Renata Rodrigues, da Cia. Athletica no Rio de Janeiro. Mas atenção antes de pular na água. "Dependendo da causa da dor, nados borboleta, peito e crawl devem ser evitados, pois podem forçar as costas e o pescoço", avisa Renata.

Pilates
Mesmo quem procura o método por outras razões - barriga durinha, músculos desenhados, mais alongamento - acaba prevenindo (ou aliviando, caso já tenha) a dor na lombar. "Os movimentos focam a estabilização da coluna e trabalham flexibilidade, força e equilíbrio", diz Rafaela Porto, de São Paulo, instrutora pelo método Stott Pilates. Isso faz do pilates uma atividade ótima tanto para fortalecer o corpo quanto para tratar a dor, seja qual for a origem. Antes de começar, converse com o professor para saber se é preciso restringir algum tipo de posição. Se não houver limitação, até as grávidas podem aproveitar a prática para ajudar no controle do peso, na hora do parto (o abdômen mais forte facilita a saída do bebê) e na volta ao corpo de antes.

Treinamento funcional
"Um dos segredos do sucesso da aula se deve à infinidade de movimentos possíveis e do uso de acessórios como elásticos e bolas para desafiar o corpo de forma dinâmica e de acordo com a condição física e o objetivo de cada um", fala Jackeline Figueiredo, fisioterapeuta do Rio de Janeiro. Para quem sente dor ou tem algum problema de coluna, a atividade pode ser usada como reabilitação - foi essa a aplicação original do funcional, quando foi idealizado, há pelo menos duas décadas: recuperar atletas lesionados e prepará-los para continuar tendo um bom desempenho em suas modalidades.

Guarde suas costas
Desvendamos alguns mitos e verdades quando o assunto é dor e atividade física!

Correr é proibido para quem tem dor nas costas
DEPENDE. Da intensidade da corrida, do peso da corredora, do jeito como você corre. Se você ainda está muito acima do peso (cerca de 10 quilos), é bom secar antes de começar a correr, pois o impacto da atividade pode levar a lesões nas costas. Também é bom fazer musculação para lombar, pernas e abdômen para reforçar a estrutura do corpo.

Quem tem hérnia de disco não pode fazer exercício
MITO. Até algum tempo atrás, pensava-se que a cirurgia era a única solução para a hérnia, mas esse conceito está ultrapassado. Hoje, grande parte dos casos é resolvida só com exercícios, que têm que ser indicados individualmente.

Estalar a coluna é bom para colocá-la no lugar
MITO. Essa não é a melhor maneira de colocar o corpo no eixo, muito menos com a ajuda do namorado, de uma amiga ou de qualquer pessoa que não tenha estudado e se preparado para dar o tranco do jeito certo, o que pode piorar (e muito) a situação. O desalinhamento pode acontecer por causa da contração da musculatura das costas, que provoca dor e faz você se entortar a fim de encontrar uma posição mais confortável.

Quem tem dor nas costas não pode fazer spinning
MITO. Desde que a bicicleta seja regulada de acordo com a sua altura, não há impedimento. "A altura do guidão e do selim deve ser ajustada para que o corpo fique ereto, e as pernas, esticadas (sem hiperestender os joelhos) enquanto você pedala", observa David Homsi. Também é bom manter o abdômen contraído e evitar carga muito pesada e pedaladas em pé.


Três pecados para a coluna
Conheça - e evite - os erros mais comuns na hora de fazer atividade física

Exagerar na carga
Aumentar bruscamente o peso usado nos exercícios também. "Quem quer levantar mais do que aguenta acaba sobrecarregando outras partes do corpo, além da coluna, para conseguir realizar o movimento", fala o educador físico Antônio Caputo, do Rio de Janeiro. O certo é evoluir aos poucos.

Não estabilizar a coluna
Quadris encaixados e abdômen contraído protegem a lombar e minimizam o perigo de se machucar durante o exercício. "Flexionar os joelhos, encostar em uma parede e deitar em um banco reto são outras maneiras de preservar a coluna na musculação", avisa David Homsi.

Agachar errado
Esse é o movimento mais simples que há, mas muita gente erra na execução. Moisés Cohen dá a dica para fazer com perfeição - e sem perigo - o exercício campeão para coxas e glúteos. "Mantenha as costas retas, sem empinar o bumbum, para não forçar a lombar", diz. "Os joelhos não devem ultrapassar a ponta dos pés na hora do agachamento, pois, a partir desse ponto, você estará jogando a carga na articulação, e não mais na coxa", completa.


Fonte: boaforma.abril.com.br

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os benefícios da hidroginástica




Para quem quer perder peso ou simplesmente manter a saúde em dia, praticar exercícios é essencial. O ideal é sempre procurar algo em que você se sinta bem e que seja prazeroso. Entre tantas opções de atividades físicas, a hidroginástica é uma alternativa muito divertida e que oferece diversos benefícios ao corpo.

Os exercícios na piscina podem ser praticados por pessoas de qualquer idade, por quem tem pouco ou muito condicionamento e também serve para e como terapia em caso de lesões. Também é uma ótima atividade para as gestantes.

A hidroginástica possui um diferencial das demais atividades físicas feitas no solo. Por ser uma atividade praticada na água, ela não apresenta dores, transpiração e sensação de exaustão, e sim um efeito de relaxamento da musculatura e o alívio das tensões.

Entre os benefícios da hidroginástica, podemos destacar que os exercícios na piscina melhoram o condicionamento muscular, a resistência cardiorrespiratória, trabalha a flexibilidade do corpo, o desenvolvimento dos principais grupos musculares, a tonificação dos músculos dos braços, pernas, glúteos, alivia o estresse e ajuda na perda de peso.

Para ter resultados satisfatórios e perceber os benefícios da hidroginástica, o recomendado é praticar pelos três vezes por semana, 45 minutos por dia, durante um tempo de 3 meses. O gasto calórico para esta atividade é de 260 a 400 kcal/hora.





Fonte: dicasdemulher.com.br

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Natação faz bem e emagrece






Você já deve ter escutado ou lido sobre os inúmeros benefícios da natação: que é o esporte mais completo, que faz bem para a saúde e para o corpo, etc etc e etc. Pois saiba que é tudo verdade. As diferentes modalidades da natação atuam em praticamente todos os grupos musculares, ou seja, adeus flacidez!

Além disso, é um esporte aeróbico, o que faz você perder calorias e melhora o seu sistema respiratório. E não para por aí: como atividade física, ajuda a relaxar, combate o estresse, melhora o sistema imunológico, melhora o condicionamento.
Quando o advogado Thiago Göedert entrou na natação, aos 12 anos, seu objetivo era aumentar a resistência física. Nadava três vezes por semana e afirma não ter seguido nenhuma dieta especial durante os cinco anos de prática.

Além do ganho de resistência física, perdeu 10kg, definiu os músculos e ganhou elasticidade. Mas conta que levou um ano e meio, aproximadamente, para sentir todas essas mudanças. Porém, segundo o nadador, essa análise é subjetiva, pois seu treinamento era para resistência, então muito do peso se converteu de gordura para musculatura, não refletindo em peso de massa. 
O professor de educação física Carlos Camargo, que atua também como técnico da equipe da natação da Unisul, diz que o resultado da atividade vem mesmo a longo prazo. Não adianta entrar na piscina, dar umas braçadas e achar que vai emagrecer de uma hora para outra, que vai ficar sarado num piscar de olhos. É preciso disciplina e paciência. O ideal, segundo ele, é nadar no mínimo três vezes por semana. 

Alimentação 

Para acelerar a perda da gordura corporal, e assim emagrecer e tonificar os músculos, é necessário, segundo a nutricionista Adriana Salum, diminuir o consumo calórico. É aquilo que já estamos "carecas" de saber: temos que fechar a boca! E não adianta apenas comer menos, pois muitas vezes diminuimos a quantidade, mas continuamos pecando na escolha dos alimentos e, assim, não emagrecemos. 
O ideal é fazer uma visita a um nutricionista para que ele prescreva uma dieta que tenha a sua cara, os seus gostos e a quantidade certa do que você pode comer. Adriana diz que a necessidade energética de cada um também influencia neste cardápio (depende do sexo, idade, frequência semanal de atividade física, além de outras atividades diárias). 

Outro detalhe importante para quem já está nadando - ou praticando qualquer outro exercício físico - é comer antes e depois da atividade. Adriana indica alimentos que sejam fonte de carboidrato (pão, fruta, arroz, batata, macarrão, depende do horário do treino). 
— Após o exercício, dá para incluir uma fonte protéica magra (filé de peixe, frango, queijo branco, iogurte, entre outros) É isso que vai te dar energia, antes, e recuperar a energia do músculo, depois — afirma. 

Se você tem tempo livre... 

O professor Carlos Camargo dá mais uma dica para acelerar o emagrecimento: aliar a natação com outra atividade física, como caminhada ou corrida. 
— O gasto calórico destas atividades é maior, fora que você vai sair de casa, ver gente. Faz bem não só para o corpo, mas também para a cabeça — diz. 

Porém, se o seu tempo é escasso, ele afirma que duas vezes por semana já ajuda. O que não pode é ficar parado! 
E sobre o mito de que natação deixa a mulher com as costas largas? A história não tem fundamento, segundo professor:
— A prática da natação vai é levar a mulher a ter um corpo que foge aos padrões normais de sedentarismo. É só reparar nas meninas da Seleção Brasileira de Natação. Elas não têm o ombro de garrafa, todas têm o corpo bem estruturado, definido. O que tem que mudar são os padrões de beleza.




Fonte: hagah.com.br

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

NATAÇÃO EM QUALQUER IDADE

O esporte aquático pode ser praticado em qualquer idade e traz benefícios para a saúde do corpo e da mente



A natação traz diversos benefícios a saúde, entre eles o condicionamento cardiovascular, equilíbrio e melhora na musculatura.


Quando Dorothy Herrmann tinha 54 anos, começou a apresentar uma leve artrose no joelho. A receita de sua médica foi simples: natação! Hoje, com 71 anos, ela é pura disposição: “Eu ando o dia todo e não me canso, estou sempre pronta pra outra”, conta orgulhosa.  Nos últimos 16 anos, a doença só voltou a dar as caras recentemente, e a dona de casa continua combatendo-a com musculação, aliada às já tradicionais braçadas.
O motivo para a médica de Dorothy indicar a natação para a artrose se deve à diferença de meio. “O principal benefício de esportes feitos na água é a diminuição do impacto nas articulações”, explica Omar Jaluul, geriatra do Hospital das Clínicas e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SP).
A densidade da água dá a falsa impressão de facilidade dos movimentos, pois a sentimos passando por nós, mas, na verdade, o exercício é mais intenso. “Há um aumento da resistência contra os movimentos, que obriga a pessoa a se esforçar mais que o normal para se locomover, e possibilita um exercício maior”, ensina André Carvalho, educador físico, professor de natação e técnico da equipe de nado da Atlética da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).


Benefícios para o corpo

Uma pesquisa feita na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com idosas nadadoras e praticantes de outros esportes, apontou um aumento na percepção do tônus muscular naquelas que praticavam a natação. Para as pesquisadoras, isso se deve à resistência da água, que faz com que as pessoas tenham maior consciência do próprio corpo. Nadar traz uma série de benefícios ao praticante. “Ajuda em diversos aspectos, como no condicionamento cardiovascular, no equilíbrio e na musculatura, por ser um tipo de exercício que necessita de diversos grupos musculares”, enumera Jaluul.
A atividade costuma trabalhar braços, pernas, cabeça, tronco e quadril, tudo ao mesmo tempo. A modalidade peito ainda trás mais benefícios: “Por estabelecer uma postura e mecânica diferentes, ela exige mais da parte anterior da coxa e dos glúteos, além do peitoral e bíceps”, aponta Carvalho.
A atividade física regular também favorece o sistema cardiovascular, aumentando a circulação, já que os músculos requerem um maior fluxo de oxigênio para o exercício, e fortalece também o coração. Além disso, a prática de esportes colabora com a saúde dos pulmões.
Um estudo feito pela equipe do Departamento de Medicina Física e Reabilitação do Hospital Memorial Chang Gung (Taiwan) mostra que praticantes assíduos da natação, especialmente os idosos, apresentam melhor coordenação motora do que outros esportistas. Os nadadores têm maior equilíbrio — principalmente na movimentação dos tornozelos para manutenção da postura — e melhor tempo e mira para atingir alvos em relação ao grupo de controle que praticava outros tipos de esportes.
Mas o geriatra Jaluul ressalta a importância de aliar a natação, típica atividade aeróbica, a outros tipos de exercícios anaeróbicos, como a musculação. Até porque a natação não é o exercício mais indicado para quem tem osteoporose, por exemplo. Ela pode ser feita por esse grupo de pessoas, mas aliada a uma caminhada, por exemplo, para fortalecer o esqueleto. Além disso, pessoas alérgicas a cloro ou a outros químicos da piscina devem evitá-la, a não ser que procurem locais que utilizem tratamentos alternativos.
Porém pessoas mais velhas não precisam se preocupar com uma modificação específica do exercício para sua idade. “Partirmos do princípio de que para qualquer indivíduo precisamos adaptar as cargas da atividade; se for um idoso mal condicionado, nós iremos moldá-las do mesmo modo que faríamos se fosse um adolescente nessas condições”, esclarece André Carvalho. Por isso, ao decidir nadar, não adianta apenas procurar a piscina mais próxima. É importante fazer o exercício em alguma academia ou clube, com supervisão de um profissional e a avaliação física antes do exercício, que é a mesma para qualquer tipo de esporte e vai determinar os limites iniciais de cada praticante.


Fonte: revistavivasaude.uol.com.br