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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sem dor nas costas com exercícios

O tempo em que ela era motivo para ficar em casa, em vez de malhar, já era. Hoje, a ginástica é mais solução do que problema para esse mal moderno – basta escolher a modalidade certa

Por Manuella Menezes  |  Fotos Chris Parente


Você passa várias horas trabalhando na frentedo computador e gasta um tempão presa no trânsito todo dia. Na academia, faz seu treino de olho no relógio e, quando chega em casa à noite, só quer se jogar no sofá de qualquer jeito para assistir à sua novela. Antes de dormir, aproveita para ler um pouco na cama e não resiste àquela acessada no seu perfil no Facebook - e, confesse, já chegou até a pegar no sono conectada -, com o corpo todo torto. Essa rotina parece a sua? Você não está sozinha - nem nos hábitos nem no risco de sofrer de dor nas costas, já que ela é resultado principalmente da nossa postura errada no dia a dia.

De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, 36% dos brasileiros se queixam do problema. Dado mais alarmante: a Organização Mundial de Saúde estima que 80% da população global teve, tem ou terá dor nas costas em algum momento da vida. "A mais comum é na região lombar, causada principalmente por sedentarismo, excesso de peso, erros na execução dos exercícios e postura errada no dia a dia, como sentada diante do computador e na posição escolhida para dormir", esclarece o fisioterapeuta esportivo David Homsi, de São Paulo.


Drama feminino
Nós, mulheres, somos vítimas em potencial. Além da anatomia que convida a desequilíbrios posturais - quadris mais largos e joelhos em xis -, há os fatores salto alto, bolsa pesada carregada em um ombro só, exagero de exercícios para o bumbum, mania de encolher a barriga a fim de parecer mais magrinha... Todos vilões da dor. "No consultório, atendo três mulheres para cada homem", confirma o ortopedista Moisés Cohen, chefe do departamento de ortopedia e traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo. Isso sem falar no momento da gravidez - quando o peso corporal aumenta e a sobrecarga na coluna também - e no stress da vida moderna, que deixam a gente com a sensação de carregar o mundo nas costas e faz o corpo sofrer de verdade.

Procura-se alívio
Quem já deu um mau jeito nas costas ou sentiu a coluna travar de repente sabe o tamanho do incômodo. No auge da dor, vale tudo: analgésico, massagem, acupuntura, fisioterapia, repouso absoluto...Todas são alternativas válidas para o alívio do desconforto desde que adotadas com orientação médica. Também é importante descobrir a origem do problema, pois há casos em que a dor nas costas é um alerta de problemas respiratórios, renais e gastrointestinais ou hérnia de disco, que se forma quando os discos intervertebrais saem da posição normal e comprimem as raízes nervosas entre as vértebras da coluna. 

Descartadas essas opções, esqueça qualquer desculpa para não malhar. Exercitar-se é unanimidade entre os especialistas como uma ferramenta para fortalecer o corpo, aumentar a elasticidade dos músculos das costas e relaxar - e, portanto, prevenir e tratar a dor. Nossos especialistas apontaram as aulas mais indicadas para isso, mas, antes, um alerta: se a dor persistir, consulte um ortopedista ou médico do esporte a fim de investigá-la e encontrar a melhor solução.

Musculação
"É essencial para fortalecer o core (que engloba os músculos do abdômen, da parte de baixo das costas e dos quadris), responsável pela sustentação da coluna", fala Antônio Caputo, educador físico especializado em reabilitação, do Rio de Janeiro. "Quando você reforça essa musculatura, equilibra a forças entre a parte da frente e a de trás do corpo, diminuindo o risco de dor nas costas." A orientação de um professor é chave para evitar erros na execução e exagero nas repetições ou na escolha das cargas - o que pode piorar a situação, em vez de melhorar. Para quem está começando, pegar leve é a regra número um. "Uma boa ideia é apostar em exercícios que usam somente o peso do corpo, em vez de partir para as máquinas", reforça Caputo.

Natação
A fama de aula completa não é à toa: ela alonga o corpo, tonifica os músculos, trabalha a respiração e desestressa - todos benefícios que se refletem em costas sem dor. O esporte leva vantagem também porque a flutuação quase anula a ação da gravidade e, com isso, a pressão na coluna. "A água aquecida relaxa, funciona como um analgésico natural e aumenta o bem-estar de quem sente dor", acrescenta a professora de educação física Renata Rodrigues, da Cia. Athletica no Rio de Janeiro. Mas atenção antes de pular na água. "Dependendo da causa da dor, nados borboleta, peito e crawl devem ser evitados, pois podem forçar as costas e o pescoço", avisa Renata.

Pilates
Mesmo quem procura o método por outras razões - barriga durinha, músculos desenhados, mais alongamento - acaba prevenindo (ou aliviando, caso já tenha) a dor na lombar. "Os movimentos focam a estabilização da coluna e trabalham flexibilidade, força e equilíbrio", diz Rafaela Porto, de São Paulo, instrutora pelo método Stott Pilates. Isso faz do pilates uma atividade ótima tanto para fortalecer o corpo quanto para tratar a dor, seja qual for a origem. Antes de começar, converse com o professor para saber se é preciso restringir algum tipo de posição. Se não houver limitação, até as grávidas podem aproveitar a prática para ajudar no controle do peso, na hora do parto (o abdômen mais forte facilita a saída do bebê) e na volta ao corpo de antes.

Treinamento funcional
"Um dos segredos do sucesso da aula se deve à infinidade de movimentos possíveis e do uso de acessórios como elásticos e bolas para desafiar o corpo de forma dinâmica e de acordo com a condição física e o objetivo de cada um", fala Jackeline Figueiredo, fisioterapeuta do Rio de Janeiro. Para quem sente dor ou tem algum problema de coluna, a atividade pode ser usada como reabilitação - foi essa a aplicação original do funcional, quando foi idealizado, há pelo menos duas décadas: recuperar atletas lesionados e prepará-los para continuar tendo um bom desempenho em suas modalidades.

Guarde suas costas
Desvendamos alguns mitos e verdades quando o assunto é dor e atividade física!

Correr é proibido para quem tem dor nas costas
DEPENDE. Da intensidade da corrida, do peso da corredora, do jeito como você corre. Se você ainda está muito acima do peso (cerca de 10 quilos), é bom secar antes de começar a correr, pois o impacto da atividade pode levar a lesões nas costas. Também é bom fazer musculação para lombar, pernas e abdômen para reforçar a estrutura do corpo.

Quem tem hérnia de disco não pode fazer exercício
MITO. Até algum tempo atrás, pensava-se que a cirurgia era a única solução para a hérnia, mas esse conceito está ultrapassado. Hoje, grande parte dos casos é resolvida só com exercícios, que têm que ser indicados individualmente.

Estalar a coluna é bom para colocá-la no lugar
MITO. Essa não é a melhor maneira de colocar o corpo no eixo, muito menos com a ajuda do namorado, de uma amiga ou de qualquer pessoa que não tenha estudado e se preparado para dar o tranco do jeito certo, o que pode piorar (e muito) a situação. O desalinhamento pode acontecer por causa da contração da musculatura das costas, que provoca dor e faz você se entortar a fim de encontrar uma posição mais confortável.

Quem tem dor nas costas não pode fazer spinning
MITO. Desde que a bicicleta seja regulada de acordo com a sua altura, não há impedimento. "A altura do guidão e do selim deve ser ajustada para que o corpo fique ereto, e as pernas, esticadas (sem hiperestender os joelhos) enquanto você pedala", observa David Homsi. Também é bom manter o abdômen contraído e evitar carga muito pesada e pedaladas em pé.


Três pecados para a coluna
Conheça - e evite - os erros mais comuns na hora de fazer atividade física

Exagerar na carga
Aumentar bruscamente o peso usado nos exercícios também. "Quem quer levantar mais do que aguenta acaba sobrecarregando outras partes do corpo, além da coluna, para conseguir realizar o movimento", fala o educador físico Antônio Caputo, do Rio de Janeiro. O certo é evoluir aos poucos.

Não estabilizar a coluna
Quadris encaixados e abdômen contraído protegem a lombar e minimizam o perigo de se machucar durante o exercício. "Flexionar os joelhos, encostar em uma parede e deitar em um banco reto são outras maneiras de preservar a coluna na musculação", avisa David Homsi.

Agachar errado
Esse é o movimento mais simples que há, mas muita gente erra na execução. Moisés Cohen dá a dica para fazer com perfeição - e sem perigo - o exercício campeão para coxas e glúteos. "Mantenha as costas retas, sem empinar o bumbum, para não forçar a lombar", diz. "Os joelhos não devem ultrapassar a ponta dos pés na hora do agachamento, pois, a partir desse ponto, você estará jogando a carga na articulação, e não mais na coxa", completa.


Fonte: boaforma.abril.com.br

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Roupas para Academia

Estar com o corpo em dia é o desejo de todos, com raríssimas exceções, porém nem todos estão dispostos a se dedicarem a isso. Por outro lado, há aqueles que apreciam a forma física e não se importam de gastarem horas na academia, mas será que com tanto esforço e suor, não há nenhum roupa que seja especifica ou então que possa proporcionar um melhor rendimento nos treinos? A resposta é sim, pois o universo fitness não está só nas academias, mas também ganhou espaço na moda e está presente em vários lugares, inclusive no corpo das celebridades.



Roupas para Academia


Por incrível que pareça, há quem vá para a academia de bermuda jeans, não há nada de errado nisso, desde que a pessoa não malhe. Para malhar é fundamental estar com roupas leves, um short, uma camiseta ou regata, essas são as peças mais recomendadas para os homens, seguidas preferencialmente de um tênis com amortecimento. Para as mulheres a popular calça leggin e uma blusinha ou top, juntamente com o tênis de amortecimento já estão mais que ideais. Evitar o uso de brincos, pulseiras e relógios também é uma boa dica. O ideal mesmo é que suas roupas se ajustem aos movimentos do seu corpo, pois assim além de confortável, os resultados também serão melhores.

















































Fonte: tocadacotia.com

sexta-feira, 14 de março de 2014

Mitos e verdades das academias




Ao começar um novo ano, muitas pessoas listam entre suas promessas e resoluções o foco na saúde e na boa forma. Com isso, as academias veem um aumento considerável nas matrículas durante o mês de janeiro. 

Animada com uma mudança de hábito para o ano que começa, muita gente não perde tempo e aproveita o otimismo para mudar os hábitos, apostar nos esportes e perder uns quilinhos para entrar em forma antes que o verão acabe. Junto com esta leva de novos alunos, os professores dos estabelecimentos precisam, no entanto, lidar com inúmeras dúvidas e informações equivocadas nas quais os novos esportistas acreditam. Consultamos os profissionais de algumas das principais academias da cidade e listamos, abaixo, as quinze dúvidas mais frequentes que chegam a eles nesta época do ano.

Atividades de intensidade moderada queimam mais gordura que os exercícios intensos

Mito: "Se a duração das atividades for a mesma, os exercícios mais intensos irão consumir mais calorias que os de intensidade moderada. Além disso, o EPOC (excess post excersise oxygen consumption ou consumo excessivo de oxigênio após o exercício) é maior nos exercícios mais intensos, o que faz o metabolismo continuar acelerado durante um tempo para recuperar os níveis energéticos basais", explica o professor Rodrigo Valentim, da Companhia Athletica. 

Abdominal queima barriga

Mito: "Não! O exercício abdominal é um exercício localizado de fortalecimento da musculatura do abdômen. Para desenvolver um abdômen bem definido é necessário realizar atividades aeróbicas, para a perda de gordura, juntamente com uma dieta e a prática de exercícios", afirma a professora Élida Oliveira, da Companhia Athletica.

O exercício só dá resultado se sentirmos dor depois

Mito: Segundo a professora Élida Oliveira, este é mais um mito. "A dor muscular tardia é um processo normal, no entanto não significa que somente na presença dela o exercício trará resultado. Este processo é resultado de uma sequência de microtraumas (lesões) sofridos pelas fibras musculares da região envolvida, que vai se adaptando aos poucos. Assim, com o tempo, os receptores de dor ficam menos sensíveis, por isso a dor não é um indicador de resultados", esclarece a professora Élida Oliveira, da Companhia Athletica.

O apetite aumenta com a prática de exercícios

Verdade: O professor André Chaves, coordenador da academia Rio Sport da Barra, explica: "Com a prática de atividades físicas existe um aumento do gasto energético e, com isso, a necessidade de uma maior ingestão para reposição. Além disso, também pode ocorrer aumento de massa muscular e aceleração do metabolismo, fatores que também podem contribuir para o aumento do apetite, além da baixa dos índices de glicemia".

É possível transformar gordura em músculo

Mito: "O corpo não tem capacidade de transformar gordura em músculo. O que ocorre é a redução da quantidade de gordura e o aumento da quantidade de massa muscular através de treinamentos aeróbicos e contra resistência, associados a uma rotina alimentar balanceada e saudável. Daí a importância de se realizar exercícios aeróbicos e contra resistência periodicamente", esclarece André Chaves, da Rio Sport Barra.

Os exercícios localizados eliminam a gordura localizada em algumas regiões do corpo

Mito: "A perda de gordura é metabólica, não existe exercício para perda específica em nenhuma região do corpo! O que há é um acúmulo em determinadas regiões, que variam em homens e mulheres e que são as últimas regiões a serem perdidas! Redução calórica e aumento da atividade física, essa é a fórmula secreta", afirma o professor Vinicius Zimbrão, coordenador da academia Velox Fitness.

O spinning machuca o joelho

Mito: Zimbrão explica que "qualquer atividade física que os usa pode machucá-los se realizada de maneira errada, seja corrida, step, futebol, musculação, frescobol... Movimentos corretos e ajustes adequados da bike, resolvem o problema".

Quanto maior a idade, mais difícil é ter resultados com os treinos

Verdade: "É verdade. Com o passar dos anos, o metabolismo fica mais lento. Isso vale para tudo e faz parte do processo de envelhecimento", explica o coordenador da Velox Fitness, Vinicius Zimbrão.

Quem malha muito e para de repente perde tudo o que conquistou de uma vez

Mito: "A partir de quinze dias sem praticar exercícios, você começa a ter perda dos ganhos que conquistou nos últimos meses, seja de força ou tônus muscular, mas a velocidade dessa perda vai depender do metabolismo de cada pessoa e não acontece toda de uma só vez", esclarece o professor de musculação Marcus Vinicius, supervisor técnico do Espaço Stella Torreão.

A corrida faz o glúteo cair

Mito: "Apesar de atividades aeróbicas intensas e/ou prolongadas aumentarem a quantidade de radicais livres, os impactos e os movimentos produzidos durante a corrida não geram tal efeito. Essa queda está mais ligada a fatores fisiológicos, como idade, sexo, produção/qualidade de colágeno, entre outros", explica André Chaves, coordenador da Rio Sport Barra.

Para que o corpo queime gordura e não massa muscular, é preciso comer carboidrato antes da atividade física

Mito: André Chaves, da Rio Sport Barra, explica que isso não é uma regra. "Se a pessoa tem uma alimentação diária balanceada, saudável e satisfatória, seu corpo estará pronto para a prática de exercícios. Porém, se isso não for uma realidade, recomenda-se o consumo não só de carboidrato, mas também de proteína, para que não haja a utilização em demasia da massa muscular como fonte de energia".

Beber água durante o treino auxilia a perda calórica

Verdade: "Ao hidratarmos o organismo durante o treino, conseguimos manter o bom desempenho do mesmo, contribuindo com a continuidade da atividade e de todos os benefícios oriundos da prática. A hidratação deve ser moderada, já que o excesso pode causar desconforto no estômago. O ideal é que se tome pequenos goles regularmente", afirma o professor Rodrigo Valentim, da Companhia Athletica.

Tomar um banho gelado após a musculação pode favorecer o ganho muscular

Mito: De acordo com Vinicius Zimbrão, coordenador da Velox Fitness, isso é apenas uma ilusão. "Após o treinamento, o indivíduo fica inchado devido a adaptações agudas. O banho quente relaxa e dilata os vasos sanguíneos, enquanto a ducha gelada faz o inverso, aumentando o tempo de inchaço depois do treino".

Hidroginástica é uma atividade para a terceira idade

Mito: "Muita gente acredita nisso, mas é mentira. Cada atividade pode ser preparada para diferentes públicos, e com a hidroginástica não é diferente. Ela pode ser sim um exercício bem intenso e proporcionar uma perda maior de calorias, depende da aula que o professor vai preparar para cada perfil de aluno", afirma o professor Marcus Vinicius, do Espaço Stella Torreão.

Treinar agasalhado faz perder mais calorias

Mito: "O agasalho aumenta a temperatura do corpo e não deixa o suor ser liberado. Você perde mais líquido, e não gordura, e ainda prejudica a liberação do suor. O ideal é usar roupas leves que facilitem a transpiração", recomenda Marcus Vinicius, supervisor técnico do Espaço Stella Torreão.





Fonte: educacaofisica.com.br

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Treino metabólico queima muitas calorias e tem resultados rápidos

Conhecido também como "circuito", atividade intercala musculação e aeróbios





Um treino que promove simultaneamente o ganho de massa muscular e a redução da gordura corporal. É o chamado treino metabólico, conhecido também como “circuito”, que tem como principal característica alternar exercícios de musculação (resistido /peso) e aeróbios, sem pausas de descanso durante o treino.

É um tipo de atividade que queima muitas calorias e que tem resultados rápidos. Além disso, é muito indicado para quem não gosta de musculação ou acha monótono, pois tem um formato muito dinâmico.







A professora da Academia Edge Life Sports, em São Paulo, Camila Cirilo Chiacchio, explica que existem diferentes formas de elaboração de um treino metabólico e todas elas se utilizam de um número maior repetições de alta intensidade. Ela ensina um exemplo de uma rotina de treino intervalado que exercita todas as partes do corpo e deve ser realizado de duas a três vezes por semana, em dias alternados.

“Em cada bloco os exercícios devem ser realizados uma série de cada, sem descanso, até completar as três séries. Por exemplo: 15 repetições de Leg Press, 15 de Dumbbell Press, 15 de Tríceps Testa, repetindo esta sequência 3 vezes. As cargas devem ter intensidade entre 40% e 50%, ou seja, você deve conseguir realizar as 15 repetições com dificuldade, mas não no seu limite máximo”, explica.

Treino para definir o corpo
- 10 minutos de aeróbio no aquecimento
- Leg Press 45° – 3 séries com 15 repetições
- Dumbbell Press Inclinado – 3 séries com 15 repetições
- Tríceps Testa Inclinado – 3 séries com 15 repetições
-10 minutos de aeróbico intenso
- Mesa Flexora – 3 séries com 15 repetições
- Remada Curvada Fechada com halteres – 3 séries com 15 repetições
- Rosca Simultânea – 3 séries com 15 repetições
-10 minutos de aeróbio intenso
- Panturrilha no Step – 3 séries com 15 repetições
- Elevação Lateral - 3séries com 15 repetições
- Abdominal na Fitball - 3séries com 15 repetições
-10 minutos de aeróbio intenso





Fonte: itodas.com.br

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Atividade física no calor

O verão exige cuidados durante a prática de atividade física. Se a temperatura corporal subir demais pode haver encrencas: cãibra, fraqueza, tontura e desmaio. Fazendo a coisa certa, nada disso acontece






Pingar de suor significa que o corpo luta para manter seus 37 graus Celsius de praxe. A molhadeira nada mais é do que uma estratégia do organismo para resfriar a pele e, assim, impedir que a temperatura vá às alturas. É por isso que durante o exercício, quando cerca de 75% da energia produzida com os movimentos se transforma em calor, a camisa tende a ficar encharcada. Depois de uma hora de atividade moderada sob o sol, chega-se a perder 1 litro e meio de água. Praticar exercícios quando o clima está quente exige mais do sistema de refrigeração corporal o que pode ser perigoso. O organismo passa a produzir cada vez mais suor. Isso diminui o volume do plasma sangüíneo, comprometendo não apenas o mecanismo de perda de calor, mas também o sistema cardiovascular e a própria capacidade de realizar exercícios, chama a atenção Luiz Oswaldo Rodrigues, fisiologista da Universidade Federal de Minas Gerais. Cãibra, fadiga, tontura e desmaio são sinais de que a temperatura do corpo está passando do ponto. 

Ignorá-los é bastante arriscado. O organismo pode sofrer hipertermia ir muito além dos 39° C e parar de funcionar (veja ao lado). Quanto menos condicionada a pessoa estiver, mais rápido os sintomas aparecerão, avisa Rodrigues. Por isso, se você não está acostumado a malhar, não invente de patinar no calçadão, correr na areia ou fazer trekking em pleno meio-dia sem antes se preparar. E, mesmo que seja fã antigo de exercícios, maneire no verão. 

As estratégias para o calor e se exercitar numa boa 

Para evitar problemas ao malhar no calor do verão, a primeira medida é diminuir o ritmo. A intensidade e a duração da atividade física devem ser menores, aconselha o fisiologista Paulo Zogaib, do Centro de Medicina Preventiva e do Esporte do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Fuja, claro, dos horários mais quentes do dia, com sol a pino. Outro cuidado importantíssimo é a hidratação, que precisa ser feita antes, durante e depois do exercício. O certo é beber água mesmo sem sentir sede, afirma Laíra Campêllo, especialista em Medicina do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. Tenha como referência a orientação médica: tomar cerca de 300 mililitros de água (um copo grande) a cada 20 minutos de atividade física. Assim, você repõe o líquido e os sais minerais perdidos durante a transpiração. Daí é mais difícil sofrer cãibras, visão turva e mal-estar. 

Quem preferir pode tomar bebidas isotônicas, mas sem achar que, por causa disso, estará mais protegido. Só os atletas têm benefícios trocando a água por esses preparados, desmistifica Laíra. E, claro, nunca é demais avisar que a cerveja, tão querida pelos brasileiros no verão, não serve para reidratar o corpo. A ação diurética da bebida faz com que a pessoa perca mais líquidos do que ingeriu, piorando o quadro, alerta Paulo Zogaib. 

Quem pratica atividade física na piscina sofre menos desconforto, desde que não entre na água aquecida um risco e tanto. Em poucos minutos a pessoa pode ter hipertermia, pois a troca de calor com a água é quatro vezes mais rápida do que com o ar, avisa Cláudia Forjaz, professora de fisiologia da Universidade de São Paulo. Já procurar espaços ventilados para se exercitar ajuda e muito. O contato com o ar mais frio resfria a pele, explica a fisiologista. Um parque cheio de árvores, com vento e sombra de sobra, é o cenário perfeito para mexer o corpo na época mais quente do ano. 

Com que roupa? 

Tirar a camisa para malhar não alivia o calor. A radiação do sol direto na pele esquenta ainda mais, destaca Cláudia Forjaz. Não é à toa que jogar vôlei na praia apenas de sunga ou biquíni cansa um bocado. Para se proteger, o ideal é usar roupas claras elas refletem os raios solares e leves. Se o calor for muito intenso, vale molhar com água uma camiseta de algodão. Outra opção é vestir um daqueles tecidos hi-tech com mecanismos que facilitam a transpiração. Alguns têm furinhos em formato de cone que auxiliam na evaporação do suor, conta Zogaib. 

Além dos limites de segurança 

O que pode acontecer se você não tomar cuidado ao se exercitar no calor 

Cãibras 

A perda de sais minerais na transpiração perturba o chamado equilíbrio eletrolítico, que garante o bom funcionamento dos músculos. Daí surgem os espasmos, mais freqüentes no abdômen e na panturrilha (batata da perna). 

Síncope 

Na falta de bons goles de água ou suco para reforçar a hidratação, o volume de sangue diminui. A pressão arterial cai, gerando fraqueza generalizada, tontura, palidez e desmaio. 

Exaustão 

Se o volume sangüíneo cai demais, o sistema cardiovascular não consegue garantir o fluxo de sangue para todo o corpo e entra em pane. As células em geral ficam desidratadas, o que provoca descoordenação, vertigem, dor de cabeça, náuseas e vômito. 

Choque térmico 

Se a desidratação é intensa, o suor diminui e a pele fica seca e quente. A temperatura ultrapassa os 39° C e danifica os mecanismos termorreguladores. Há risco de morte. 

Primeiros socorros 

- O que fazer para brecar o processo de hipertermia 
- Remova a pessoa para a sombra ou para um local com ar refrigerado; 
- Retire as roupas e resfrie o corpo dela com ventilador ou compressas de água gelada, começando pela cabeça; 
- Se a pessoa estiver lúcida, force-a a ingerir água, soro caseiro ou suco de frutas; 
- Mantenha os pés elevados acima da cabeça; 
- Não use antitérmicos; 
- Monitore a temperatura. Se estiver acima dos 39° C, é hora de correr para o hospital.

Problemas são maiores em lugares úmidos 

O ideal é deixar o organismo se acostumar ao ambiente antes de começar a se exercitar. Além da temperatura, o corpo precisa se acostumar à umidade relativa do ar, que varia de cidade para cidade. Ambientes muito úmidos dificultam a evaporação do suor, esclarece o fisiologista Luiz Oswaldo Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais. Resultado: mesmo com o rosto molhado, a pessoa não consegue abaixar a temperatura corporal. Em locais muito secos, também há riscos, pois a perda de água é extremamente rápida. Daí a importância da aclimatação deixar o corpo se acostumar com essas variáveis antes de partir para a ação. Durante viagens, é bom esperar uns três dias para retomar a rotina de exercícios, indica Rodrigues. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Pará é o estado mais quente e úmido do país. O campeão da secura é o Ceará. Apesar do calor, o Rio de Janeiro costuma ter umidade na medida certa. 

Os mecanismos para esfriar o corpo 

Entenda como o organismo reage diante do calorão 

Suor 

O hipotálamo, região do sistema nervoso, estimula as glândulas sudoríparas a retirar água e sais minerais do plasma sangüíneo para jogá-los na pele através dos poros. Ao entrar em contato com a pele quente, o suor se evapora, o que ajuda a dissipar o calor. Por isso, se você enxugar o suor, impedindo que haja a evaporação, vai continuar esquentando. 

Vasodilatação 

Há sensores de temperatura por toda a pele. Eles avisam ao cérebro que o corpo está aquecido. Ao receber essa mensagem, o hipotálamo aumenta o fluxo sangüíneo nas regiões superficiais do corpo para que o sangue se resfrie é por isso que o rosto fica avermelhado. Daí, mais fresco, o sangue circula pelo organismo ajudando a abaixar sua temperatura.





Fonte: saude.abril.com.br

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Musculação melhora qualidade de vida na terceira idade

Quem pensa que musculação é só para quem quer ficar com corpo mais definido, está muito enganado. Há alguns anos, os profissionais de saúde e de educação física vêm desenvolvendo um amplo trabalho de conscientização dos benefícios da prática de musculação em todas as idades, inclusive com os adultos da terceira idade, para os quais a musculação traz enormes benefícios e melhora a qualidade de vida. Para Carlos Alberto A. Silva,  professor de educação física com pós-graduação em fisiologia do exercício e treinamento resistido e Diretor da Academia Estação do Exercício e Saúde, especializada em musculação para idosos, pesquisas mais recentes demonstraram que o treinamento com exercícios resistidos têm profundo efeito sobre o sistema músculo-esquelético, contribuindo para a manutenção das atividades funcionais. Além disso, o treino com pesos previne osteoporose, sarcopenia, dores lombares e outras situações patológicas.







Mas como os idosos devem praticar musculação? Em primeiro lugar, é fundamental procurar um profissional habilitado e, de preferência, que tenha uma especialização em treinamento resistido para o envelhecimento. Já há no País algumas academias especializadas em musculação para idosos, com pessoal qualificado e equipamentos desenvolvidos especialmente para garantir a segurança das articulações de adultos idosos. A  Estação do Exercício e Saúde criada por médicos e educadores físicos com especialização em exercícios para a terceira idade, é uma delas. Suas instalações contam com equipamentos especialmente desenvolvidos para o público da melhor idade, e todas as atividades são supervisionadas por profissionais qualificados.  


Um programa regular de exercícios físicos deve possuir pelo menos três componentes: exercício de força muscular, aeróbico e flexibilidade. Naturalmente, de acordo com a condição clínica e os objetivos de cada pessoa, o profissional de educação física vai compor o programa mais adequado, equilibrando estes três componentes. Por este motivo, é fundamental que o treino seja precedido de avaliação médica criteriosa, por geriatras ou médicos habilitados, para definição objetiva de eventuais restrições e a prescrição correta de exercícios.







Em academias com equipamento desenvolvido para a musculação de idosos, os exercícios proporcionam a máxima ativação dos músculos com mínima sobrecarga das articulações.
Pessoas de meia idade e idosos em treinamento aeróbico conseguem aumentar o VO2 máximo em até 16% quando a freqüência mínima é de três vezes por semana, com intensidade moderada e duração mínima de 16 semanas.


Ao readquirir a força muscular, as pessoas idosas também readquirem a independência de alguns movimentos, reduzem o risco de quedas e, conseqüentemente, melhoram sua qualidade de vida. Além do treinamento resistido, a musculação para a terceira idade pode incluir exercícios específicos para equilíbrio e de flexibilidade, que são fatores importantes para as tarefas da vida diária.










Fonte: blogs.jovempan.uol.com.br